Tudo que você precisa saber, mais que até o momento não era importante. Tudo que você precisa ler, mais que não trará benefício nenhum a sua vida.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Em um sonho...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
"Cheio de vazios que transbordam meus sentidos pelo meio"
Desnecessariamente eu sinto coisas absurdas que eu não gostaria de sentir...
O que é essa inércia e aparente dependência que retornam?...
“Às vezes penso que foi o certo, a melhor decisão a se tomar, eu queria seu corpo, seu toque, seu cheiro, sua pele, seu olhar bobo e suas piadas nem tão engraçadas. Eu ainda quero! Sim! Com toda ou maior intensidade que antes... mas revendo as fotos, o simples fato de existir um algo antes me atormenta. O fantasma dela me persegue, me assombra, sinto o sofrimento e a tristeza dela pulsarem dentro de mim. Ou seria delas?
Não sei distinguir aquilo que sinto no momento.
Calo-me. Relembro que certa vez senti uma ternura tão profunda ao rever aquela foto. A foto de vocês, juntos, amantes, amigos, abraçados, sorrindo. Felizes! Ou não? Mentira? Da sua parte, não sei... Mas da minha parte?...
Relembro que pensei ao olhar: “- eles formam um casal muito bonito, enfim.” E meu corpo intumesceu de ternura eufórica. Acredite ou não. Eu fui feliz em todo o momento longe de você. Até nos momentos que a tristeza me dominava por sentir a sua falta eu era feliz! Creio que seja porque eu tinha meu sofrimento em minhas mãos, logo, não haveria aflições externas. A dor sentida quando alguém que amamos nos machuca é bem maior que a dor que causamos em nós mesmos.
Eu consigo muito bem viver sem você! – verdade – Mas acontece que pra mim não tem sentido idealizar uma vida com outra pessoa... Você nasceu pra caber nos meus braços. Foi desse encaixe perfeito que eu senti falta. Acho que é mais ou menos isso que chamam de amor. Sabia. Ainda o sei: Eu queria você! Eu quero você... Alegremente. Tristemente. Penso repenso e me lembro que em alguns minutos atrás, em poucos instantes me peguei lendo recados que foram mandados por você, que pairaram diretamente no coração dela. Aquela a quem você disse amar com tanta devoção. Aquela que você dizia que amava a cada vez mais. Porque mentir? Pra ela ou pra mim? –Dúvidas.
Mentiste pra mim uma vez. Ou mais... Prefiro acreditar no que me disseste há uns dias atrás do que me manter no benefício da dúvida. Mas o que sinto constante e incessantemente e que você não é pra mim. Mas por quê? Simplesmente tenho medo de criar planos. Tantos planos... E novamente acabar sem uma perna, um braço ou tendo que me implantar um coração por ter lhe entregado o meu. Não confio.
No que o futuro me reserva, tenho que confiar? Um telefonema, dinheiro, casa, carro, amores, o amor de um só alguém, você, seu amor – por você – por mim. Acho que prefiro manter meu coração sossegado. Sossegado de dúvidas, devaneios, medos, incertezas, incoerências... Mas se ele precisa se acomodar na calmaria, que seja ao seu lado, enfim. Porque não!”
Só não entendo ainda: “porque eu queria que tudo entre vocês tivesse dado certo?”
Na certa, acho que esse fantasma te faria mais feliz do que eu. Ponto.
Mas que então, você seja infeliz ao meu lado, porque eu te quero!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
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Ela tentava mais não conseguia dormir, um triste fardo que ela carregava em suas costas durante anos...
Na verdade ela sabia a formula ideal que a levaria ao sono profundo: Uma pequena dose de suas drogas legalizadas faria com que ela voasse pelo mundo dos sonhos em meio piscar de olhos. E o fluxo de pensamentos então... Algo que ela sempre gostou, nesse momento a atormentava de forma mordaz. Ela sentia falta do amor, do seu fluxo social antes constante e até mesmo da vida virtual que outrora era adepta. PRECISAVA DE PESSOAS AO REDOR, mas era cedo demais para encontrar alguém que ela realmente desejasse ver, Afinal não são muitas as pessoas que se pode encontrar às 4 horas da madrugada...
- Cama confortável, travesseiro confortável, cobertor quente, sono. Porque ainda assim não consigo dormir?
E no silencio inebriante, a cama nada respondeu.
E o que se podia fazer? Ela permaneceu na sua divagação noturna até que entrassem os primeiros raios de uma manhã cinzenta com suas tonalidades vibrantes.
Ao olhar na janela ela olhava as pessoas no seu labutar diário. A garotinha de tranças ruivas naturais, o que ela achava muito raro de se ver. O homem derrubando sua pasta atrasado certamente para o trabalho ou algo mais importante. A mãe que puxava sua filha de cachos dourados impacientemente... Ouvindo, compondo e decorando cada som que se misturava ao som dos pássaros, dos passos, do vento e por fim... Da porta. Cecília desperta de seu sonho distraído e se deita correndo em sua cama. Era sua mãe.
-Filha, Acordada à uma hora dessas?
Quando percebe a falta de resposta da filha ela abre a porta, pois quer ver se tudo está em ordem, e se tranqüiliza ao ver sua cria dormindo como um anjo padecido á mão direita de Deus.
Ao ouvir o som da porta se fechando, Cecília volta pra janela para continuar sonhando e dormindo da maneira que no momento, lhe era mais conveniente.
"Descartar ou não... Eis a questão..."
domingo, 14 de junho de 2009
Um brinde ao céu, um brinde ao inferno!
Brindemos a vida boêmia.
Brindemos a partida do que poderia ter sido e não foi.
Brindemos a vida dos desafortunados que mesmo tendo seus pés, não sabem aonde ir.
Brindemos aqueles moribundos que sofrem de amor, idealizando uma casa em alguém que não se pode morar.
Brindemos aqueles que não pensam sobre a vida, mas mesmo assim tem seu domínio nas mãos.
Brindemos o que há de feliz na vida e que cada minuto de felicidade se torne horas de realizações futuras
Brindemos aqueles que pensam sobre a vida e se permitem fazer do seu pensamento seu porto seguro, sua morada.
Brindemos a mulher vadia e a mulher mal-amada, que mesmo com tantos pesares choram, lutam, sofrem e conseguem a duras penas aquilo que querem.
Brindemos o ciúme, o desprazer, o desamor e o conformismo que caminham lado a lado conosco fazendo da nossa vida um circo, que acaba por torná-la mais densa e menos monótona.
Brindemos a monotonia que assola nossas almas fazendo com que nossa visão fique turva, discreta e tediosa.
E por fim, brindemos o que há de mais torpe e parvo na vida para que nossa condição de humano se torne cada vez mais leve.
Brindemos o qualquer e tomemos em um só gole tudo que nossa vaga existência pode nos proporcionar.
Um brinde ao céu, um brinde ao inferno!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Do amor se fez descoberta...
Neste momento degusto cada descoberta, relembro a hora do adeus, o momento do até logo
O nunca vou te deixar que mente, o eu te amo que trai e o beijo desgostoso que vinha de sua boca.
Hoje descobri que posso viver muito bem sem sua língua, sem seu toque em meu corpo cálido que antes me era tão essencial. Sinto teu cheiro na minha roupa como só mais uma lembrança de vários momentos que vem nas nossas vidas e vão embora como se nunca tivessem existido. Ainda vejo o seu olhar ao me olhar no espelho, ainda sinto o calor dos nossos corpos como quando nos amávamos, assisto como fiel espectadora o filme de nossas vidas que hoje em dia se perdeu em alguma sala escura de cinema, na gaveta da casa da mulher mal amada, ou na mente do sonhador que procura o beijo que selará a carta da sua partida para o impossível mundo de felicidade. O nosso ultimo beijo, aquele que selou nosso destino, nosso fim.
Vejo e vi bem antes de você que seu afago não era pra mim; seus carinhos não eram pra mim e muito menos a sua boca. Com você descobri como é bom me amar, e que eu era a pessoa que eu procurei durante toda a minha vida... Eu me completo, me desdobro, me entendo e não minto pra mim;
Ainda guardo os momentos bons e ruins dentro de mim, mas sem rancor! Guardo tudo isso como um novo aprendizado, uma lição, Pois sei bem que o meu amor puro e despretensioso, amigável e sem cobrança está guardado pra alguma pessoa no mundo que infelizmente não era você, mas ela virá mesmo que essa pessoa seja eu mesma.
Aprendi com você o que há de bom e de ruim. Aprendi a perdoar com seus erros, e a me corrigir com os meus...
E agora eu agradeço por tudo. Por devolver minha vida de volta, minha paz e sanidade, minhas letras, meus poemas... Hoje meus textos não são mais destinados a ti, hoje minhas palavras me pertencem e tem um amplo sentido, que me torna muito mais feliz do que antes.
Se estou feliz? -Relativamente sim. Só posso garantir que estou aprendendo a me amar apesar de toda minha hipocrisia e defeitos. Agora o que me resta e te pedir que evolua, que cresça e seja feliz com sua nova amada, pois eu serei feliz comigo mesma. Afinal, ninguém melhor do que eu mesma pra me completar.
Aprendi que não se pode dar a uma pessoa aquilo que você não tem, por isso não te culpo. Pois se você não tinha maturidade, amor e tranquilidade você jamais poderia me proporcionar isso. Não quero que me odeie, apesar de eu sentir uma vontade inexplicável de que sejamos amigos, mas se assim quiseres eu sumirei da sua vida pra sempre "Sorria, isso nunca existiu". Não farei questão de passar nas suas esquinas que agora desconheço, não tomarei seus amigos como meus, pois hoje em dia, nossos mundos juntos não passaram de uma doce ilusão. Hoje piso sem deixar vestígios no meu castelo de areia. Pois me permiti governar o meu próprio reino sozinha.
De todas as turbulências e tempestades que por minha vida passaram, cada gota me ensinou uma coisa, e dentre elas a mais importante é que enquanto as pessoas não me quiserem, mas precisarem de mim, devo permanecer com elas. Mas quando elas não precisarem de mim e ainda assim quiserem minha presença, deverei partir. Tanto faz você querer ou não, hoje isso não faz nenhuma diferença.
E um último agradecimento: Obrigada por ter proporcionado o único aniversário feliz de toda a minha vida. Obrigada por tudo e fique bem.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Oh! Demônio meu...

O que fazer com a libertinagem que em mim tu provoca? A procura pelo prazer a qualquer hora. Ora ser do mundo, ora pessoa comum. A mazelas que grudam com minhas atitudes, por elas próprias. Quanto mais eu corro, mais o meu cheiro sobe e atrai a todos eles. Famintos por meu ectoplasma imundo, ou famintos por me quererem ao seu lado.
Oh! Demônio meu! Fui andarilho. Passei pelo amor em auto estrada. Só que parece que ele vai-se embora numa velocidade inestimável. Ora ser único, ora de todos do mundo. Quanto mais eu corro, mais saudade sinto. Não choro, não falo, não procuro. Só sinto. Prefiro assim já que se choro, se falo, se procuro... idiota me torno. Vítima. E se tem uma coisa que eu não quero. Aí está! Vítima!
Prazer! Meu novo nome é diabo.
Não me importo com o que sente.
Minhas narinas sentem teu cheiro, mas não sinto mais nada.
Meu corpo toca o teu.
Minha língua.
Tua língua.
Tua boca.
Teus seios.
Mas sem frio na barriga, sem coração acelerado.
O diabo não é triste! É inerte e sem beleza.
Não é interessante. Não fará o que quer.
Não conseguirá te amar. Nem a ninguém.
Sem prazer. Meu nome é diabo.
Não me importo com a falta do que sinto.
No fundo o velho diabo devia estar cansado e por isso resolveu mudar.
O diabo já amou alguém...
O diabo já sentiu o coração bater forte...
O diabo já foi interessante...
Por isso, hoje, ele não é mais.
Ninguém sabe o que aconteceu para que se tornasse assim.
Não julguem nem o diabo, talvez quem sabe ele já tenha gostado de ti...
)Dayane Medeiros(
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Sem mais, me despeço!