Desnecessariamente eu sinto coisas absurdas que eu não gostaria de sentir...
O que é essa inércia e aparente dependência que retornam?...
“Às vezes penso que foi o certo, a melhor decisão a se tomar, eu queria seu corpo, seu toque, seu cheiro, sua pele, seu olhar bobo e suas piadas nem tão engraçadas. Eu ainda quero! Sim! Com toda ou maior intensidade que antes... mas revendo as fotos, o simples fato de existir um algo antes me atormenta. O fantasma dela me persegue, me assombra, sinto o sofrimento e a tristeza dela pulsarem dentro de mim. Ou seria delas?
Não sei distinguir aquilo que sinto no momento.
Calo-me. Relembro que certa vez senti uma ternura tão profunda ao rever aquela foto. A foto de vocês, juntos, amantes, amigos, abraçados, sorrindo. Felizes! Ou não? Mentira? Da sua parte, não sei... Mas da minha parte?...
Relembro que pensei ao olhar: “- eles formam um casal muito bonito, enfim.” E meu corpo intumesceu de ternura eufórica. Acredite ou não. Eu fui feliz em todo o momento longe de você. Até nos momentos que a tristeza me dominava por sentir a sua falta eu era feliz! Creio que seja porque eu tinha meu sofrimento em minhas mãos, logo, não haveria aflições externas. A dor sentida quando alguém que amamos nos machuca é bem maior que a dor que causamos em nós mesmos.
Eu consigo muito bem viver sem você! – verdade – Mas acontece que pra mim não tem sentido idealizar uma vida com outra pessoa... Você nasceu pra caber nos meus braços. Foi desse encaixe perfeito que eu senti falta. Acho que é mais ou menos isso que chamam de amor. Sabia. Ainda o sei: Eu queria você! Eu quero você... Alegremente. Tristemente. Penso repenso e me lembro que em alguns minutos atrás, em poucos instantes me peguei lendo recados que foram mandados por você, que pairaram diretamente no coração dela. Aquela a quem você disse amar com tanta devoção. Aquela que você dizia que amava a cada vez mais. Porque mentir? Pra ela ou pra mim? –Dúvidas.
Mentiste pra mim uma vez. Ou mais... Prefiro acreditar no que me disseste há uns dias atrás do que me manter no benefício da dúvida. Mas o que sinto constante e incessantemente e que você não é pra mim. Mas por quê? Simplesmente tenho medo de criar planos. Tantos planos... E novamente acabar sem uma perna, um braço ou tendo que me implantar um coração por ter lhe entregado o meu. Não confio.
No que o futuro me reserva, tenho que confiar? Um telefonema, dinheiro, casa, carro, amores, o amor de um só alguém, você, seu amor – por você – por mim. Acho que prefiro manter meu coração sossegado. Sossegado de dúvidas, devaneios, medos, incertezas, incoerências... Mas se ele precisa se acomodar na calmaria, que seja ao seu lado, enfim. Porque não!”
Só não entendo ainda: “porque eu queria que tudo entre vocês tivesse dado certo?”
Na certa, acho que esse fantasma te faria mais feliz do que eu. Ponto.
Mas que então, você seja infeliz ao meu lado, porque eu te quero!
2 comentários:
Tão bonito, Milla!! Tão intenso...
Tão você!
Adorei a referência ao benefício da dúvida.
Mas no subconsciente, esperança minha, não há dúvida.
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