
Das linhas e das palavras dançantes se fazem as músicas incompostas... aquelas que fugazmente invadem minha mente, mesmo sem querer. Sempre que observo alguém penso em algo novo, inebriante... Vejo cores e sabores. Aromas que flutuam e me dizem muito desses seres, da poesia que existe em cada um deles. A poesia das pessoas, do mundo que por sua vez, é sujo com leves nuances de coisa-alguma. Essa coisa alguma que me fascina, prende meu foco. Cada detalhe dessa" coisa-alguma" me ensina as coisas cruciais para a sobrevivência. O bom e velho protocolo do "bom viver". Não sei o que escrevo e nem sei como ordenar todos esses pensamentos que me invadem de forma caótica. Nem sei se o que estou a escrever faz algum sentido. A muito tempo não sentia tais coisas... mais esse longos bloqueios teimam em retornar. Escrevo coisas sem sentido na esperança de não deixar que esses bloqueios me dominem novamente. Não quero me aprisionar em mim novamente. Não quero o novamente, quero o novo.
Sei bem que ninguém nunca entenderá todos os sentimentos intempestivos que circundam minha alma. O abismo de sentimentos que existe em mim é inalcançável ao entendimento de qualquer um. Sou e continuarei sendo um mistério para mim mesma. Mas de que importa? Não me lembro de nenhuma pessoa nesse mundo ter um dia enxergado a poesia que há em mim. Mas de qualquer forma: "Pra mim, eu não passo de uma poesia mal-escrita, mas ainda assim, UMA POESIA!"