Tudo que você precisa saber, mais que até o momento não era importante. Tudo que você precisa ler, mais que não trará benefício nenhum a sua vida.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
...
Mais alta, mais distante das cidades
A casa-esconderijo das saudades.
Pensei: nenhum problema mais me alcança.
Nem cartas, nem notícias, nem desgraças,
Nem dívidas, nem falsas amizades
Vão ter nem ousadia, nem vontade
De vir me ver. Já nada me ameaça.
Mas, eu só percebi quando era tarde
Depois que eu acionei os meus alarmes,
Depois de por a tranca no portão,
Que eu me tranquei sozinho com o inimigo
Que vai passar a vida aqui comigo
Vivendo do meu medo e solidão.
( A casa na montanha - Leoni )
terça-feira, 25 de maio de 2010
Eu segundo todos.

- Porque "x" não me suporta, "y" me acha estranha, e "z" pode me ter como desfrutável ( piranha ?)
- Faça uma análise de si mesma, porque fulana diria assim, mas você diria assado, e muito mal temperado.
- Porque tudo você tem ciúme, quando vê alguma desconhecida já começa a especular, fica desesperada e besteira começa a pensar, e eu apaguei aquele recado porque você ia surtar, como eu penso todo dia, você é louca de matar!
- Minha filha você tá cercada de espirito malfazejo. Tá fazendo suas orações? Não trate Deus com desprezo.
- Porque "alfabeto" me acha irriquieta e grosseira, estúpida, neurótica e um tanto encrenqueira[...]
... E assim o mundo vai... e segue... e roda.
E eu bem no canto, um tanto morta.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
"...Misturada com minha lucidez..."
E mesmo com tantas turbulências acontecendo de uma vez eu me sinto tranquila, nadando em água fresca e límpida. Não sei de onde vem tanta tranquilidade. Creio que depois de passar tantos dias a fio nesse pesadelo marítimo, um dia o mar teria que despertar calmo e renovado outra vez. E é hoje, mesmo perdendo o emprego, perdendo meu pai pro mundo e perdendo a paciência não me faz sentido algum perder a calma e me descontrolar. Estou amando serenamente e me importando sem prisões. Meu ódio pelas pessoas se extinguiu e acho graça das pessoas que acham graça da minha personalidade dramática momentaneamente adormecida. Mas sinto uma ficção que me entorpece. O que me faz agoniar é esse clima “tardino” de boteco de beira de estrada que não acaba. Um clima típico de Pedro&Bino em Carga Pesada: - Quente, entediante e cansativo. E quanto aos alheios: Continuam a me fazer rir!
segunda-feira, 15 de março de 2010
E cá estou mais uma vez. Aturdida e despedaçada com uma doença imaginária nas costas. Dependente e infantil como sempre fui, mas que ainda assim teimo em mudar. Agora me lembro bem que tenho coração, pois ele dói, aperta e grita e me faz gritar. E falar, falar, falar... Falar sozinha e chorar sozinha de medo. Medo da morte que em outras ocasiões eu julgava que seria bem vinda. Não quero morrer. E nem vou! Mas não é isso que meu coração zangado diz. A solidão e a vontade de sair correndo. O medo do medo, o medo da dor, medo. Piada que eu achava patética e que agora vejo que não tem graça nenhuma. Piada que não rí, não conta, não é feliz. NÃO É PIADA, é serio. Travo minhas pernas nas pernas da cadeira e grudo meus dedos no teclado. Não posso sair correndo e ir a procura de ajuda da primeira pessoa que aparecer, é patético. Eu tenho que me acalmar, mas não posso falar pra minha mãe que a dor continua, ela vai dizer que é espiritual e que eu preciso de Deus na minha vida. A mesma ladainha que ouço de todos os chamados esquisitos que venho recebendo do nada. É pânico. Pânico de olhar pra baixo e ver meu coração fugindo do corpo. Sinto meu coração parar, acelerar, parar. O próprio ar que ainda resta me sufoca e cala a boca do meu coração que - tum tum, tum tum- voltou a bater. Vou tomar um banho frio, mais um copo de agua-doce, um tranquilizante e enquanto meu coração brinca de vivo-morto vou mergulhar no sono e me afogar lá dentro.
Só não posso me perder em mim.
Não se esqueça de mim.
