terça-feira, 10 de junho de 2008

E o que se pode fazer?

Ando sem rumo com os pés no chão frio da minha casa
Nada a se fazer, nada a se pensar em fazer
Visitas me acham, no ócio do meu lar
Saio, converso. Tudo muito banal
Tudo muito triste, tudo confortante demais
Acendo meu cigarro, vejo alguém que era parte de mim, Alí tão perto e tão longe..
Compro uns chicletes pra mastigar o vazio
Adentro minha casa e minha alma perdida
Deito em minha cama mascando meu inerte nada
O sono vem, então o grudo na parede, pois sei que não haverá ninguém para tirá-lo da minha boca enquanto durmo.


"...Bem, Como vai você?
Levo assim, calado de lado do que sonhei um dia
Como se a alegria, recolhesse a mão pra não me alcançar
Poderia imaginar que foi como um sonho
Ponho o meu sapato novo e vou passear
Sozinho, como der eu vou
Até a beira
Besteira qualquer, nem choro mais
Só leva a saudade "morena"
É tudo que vale a pena..."


(Los-hermanos, sapato novo)

Pararei de escrever para seu coração
Meus poemas e textos apaixonados pra ti, não tem valor algum
Celebrarei minha falta constante
Celebrarei minha não glória
Escreverei à mim mesma e para minha própria solidão

Sem mais, me despeço.

sábado, 7 de junho de 2008

...

A inércia incoerente dos fatos traz a tona desejos. extintos próprios, tão meus, tão seus...

Não sei dizer ao certo o que é bom pra mim, nem o que é bom pra você.

Morro por dentro a cada dia mais, meu corpo gélido me faz pensar em tudo que poderia ter sido, mais não foi. A cada instante que relembro do meu passado e presente, sinto a total vontade, sempre insistente de fugir de uma vida, fugir de pessoas, fugir de vontades, fugir de mim.
É pena que a vida não siga o sinuoso rumo que se é visto em histórias de cinema. Afinal, na minha concepção se tem um final feliz, é porque não chegou ao fim.

Só digo que mais nada tenho a dizer...


Sem mais, me despeço.