sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

É bom as vezes se perder, sem ter porque, sem ter razão"

Mais uma vez relembro toda minha vida, tudo que eu fiz que porventura, hoje posso considerar errado. Releio as cartas, mas não com carinho. Sinto um desejo fulminante de rasgá-las, pô-las fogo. Queimar lembranças, incendiar pessoas, matar a mim mesma exclusa em chamas. Quero apenas sentir o gosto do belo novamente, sentir prazer ao leve toque do vento em meu rosto. Sinto falta novamente de olhar o mundo com os olhos de uma criança que acabara de nascer. Quero o verso altivo, quero o olhar terno, quero deleitar-me de amor e sucumbir-me em ódio, qualquer coisa que me faça sentir viva ou que pelo menos, me faça sentir algo. "Hoje a tristeza não é passageira", mas quando ela resolver sair e descansar do meu corpo decrépito e fatídico retornará a mim com mais intensidade do que quando fora embora, pois quando ela se distancia é que cria mais forças para continuar em mim. Estou farta dos infortúnios diários, farta das pessoas que me dão conselhos inúteis, farta de acordar e sentir o beijo do sol, farta de você, farta de mim e de qualquer outra coisa que me faça caber em mim, que me mostre verdadeiramente quem sou e o que devo fazer. Não sei o que fazer e creio que no momento, nem o quero. Fecharei minha boca para os beijos vazios, fecharei meus olhos para os corpos lascivos que me chamam ao doce pecado da carne, taparei meus ouvidos as palavras intempestivas de conforto que de nada me cabem. Fecharei-me para o mundo e do mundo me servirei.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Fechado Pra balanço...

Blog fechado temporariamente...

Ou por tempo indeterminado. Nunca se sabe...!!! xD

Até mais.. o//

Sem mais. me despeço!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Apenas um recado...

Uma triste menina, que seu auge sublime não alcançou
Matou Seu amor próprio e logo após se matou
Agora é somente uma casa úmida e vazia
Mas com rancor
Ódio
raiva... Foi só isso que ficou
Vigia a minha vida como um cão a casa guarda
Faz do passado o seu quintal e também sua morada.

Medíocre como o TUDO, sozinha como o NADA
Ela caminha divaga, se perde na estrada
Acha-se a Vítima, o sinônimo da perfeição
Critica sua ex, pseudo-amada, mas aos seus pés, não chega não.

Então venha a mim, fênix!
Tente ressurgir das cinzas que te faço relembrar
Pegue As Horas Nuas. Agora pode se sentar.
Converse com Lygia Fagundes e ouça o que ela lhe dirá

Há quem diga que "as" de câncer são as melhores mulheres
Nada contra astrologia, pois câncer é quem me rege.
Mas conheci essa garota, que a quem compre não se conhece.
Ela é exceção da regra, Há canceriano que não preste.

Parou de brincar comigo sem ao menos tentar ganhar
Sem rumo, sem vida, sem blog, somente a Deus-dará.
Camuflou-se de indigente, agora não sei onde está
Como ressurgir das cinzas? Ela nunca saberá...

Para engrandecimento próprio ela poderia mudar
Tentar ser alguém melhor, deixar o passado. Se virar.
Eu torço por sua felicidade. Sem mentira, pode apostar!
Embora você não preste, boa sorte. Vá tentar...

Mas creio que não ocorra
Pois sua fraqueza mora em ti
Então somente lhe peço uma coisa:
Vá de reto. Fique longe de mim.

Não visite meu blog
Nem meu site de relacionamento
Se exclua da minha vida
E leve também seu tormento

Pode falar a vontade. Da minha pessoa?
Pode falar!
Pois cada vez que citares meu nome
O meu cabelo só crescerá!

Agora encerro meu recadinho
Com pena de ti, mais com muito "carinho"
Sinta minha faca em seu peito entrar
Vire suas costas, e então se vá.


Sem mais, me despeço!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sinto que é extraordinário o fato de possuirmos vida, e mais ainda o fato de não poder planejá-la em detalhes minuciosos. Às vezes o que você acha que será um dia normal acaba sendo aquela linha que determina o inferno astral que você viverá. Às vezes uma simples conversa se torna um vendaval, e com isso eu aprendi que as palavras ditas por nós são puras como flores de outono, mas elas se tornam um dos mais perigosos venenos quando passam pelo portal que delimita o "nós" do mundo. Não são as palavras que machucam mais sim o modo como elas são interpretadas. Hoje estou sentada, fazendo minhas acomodadas e tediosas tarefas diárias, mais não sei o que acontecerá comigo há exatos vinte minutos. Tenho preguiça de olhar ao meu redor e perceber que a vida transita frente aos meus olhos, Tenho preguiça de lutar por coisas que antigamente eu tomava como primordiais. Sinto-me parva por nadar contra corrente e ainda conseguir padecer no mesmo lugar. Rotina? Talvez. Qual a rotina da folha das Arvores? Quando presa ela se movimenta freneticamente para os lados que o vento escolhe e quando solta, ela voa sem rumo sendo beijada pela cinica brisa que a envolve. Me bebo, me tenho, me devoro a procura de sair da minha própria casca. Como uma leve borboleta em seu casulo, tão fascinante, tão vazia, tão bonita. Fascinante como somente o próprio fascínio pode ser, tão vazia como o eu em mim, Tão bonita como os lugares que freqüento em sonhos, e sei que nunca irei visitar.



Sem mais, me despeço.

domingo, 21 de setembro de 2008

Textos do passado. (1)

As coisa simplesmente acontecem
fatos que atrapalham minha mente
olho para tudo procurando você
Minha dependência me torna cada vez mais fraca
Sinto que minhas esperanças são em vão

Enquanto você sonha e dorme em paz
Eu peço para morrer
da morte mais lenta a mais violenta
Desculpe minha infamia
Mais você não sonha
Não tem sentimentos
Se tem os desconheço
Passam despercebidos diante meus olhos já cansados
Que querem se fechar pra sempre
Mais frustadamente se abrem
Olham com ternura e acreditam
Mais, outra vez, sempre

Sempre procuram respostas
respostas difíceis
respostas inalcançaveis
Somente respostas
POrque tú me abandonas
Porque me deixa em trevas e frio
Enquanto tú, padece em luz e calor
Porque me abandonas assim
Nem sempre
Mais sempre causando dor e sofrimento

Estou cansada de tentar
Cansada de trilhar caminhos sozinha
Pois esses difíceis caminhos
Só aparecem quando não estas comigo
Só aparecem quando estou mais frágil
ferida, amargurada, morta...
Somente por dentro
Pois meu corpo permanece intacto
Procuro todos os dias
Pela morte completa
Pela morte certeira
Pela morte eterna
Pois prefiro o comodismo a dor
Prefiro a morte ao sofrimento
Pois sou fraca e não consigo enfrentar
Os problemas, malditos problemas.
Benditos problemas
Paradoxo da vida
Força e cansaço unidos
Uma paixão mórbida
Letal
Fatal
Inalcancável.


(Escrito em 7 de Dezembro de 2007)


Sem mais, me despeço.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Grito Silêncioso...

Ao fortalecer-me perco a esperança de possuir-te. Releio, penso, ouço. Guardo atrás dos olhos lágrimas que por enquanto me recuso a deixar derramar. Calmaria e maledicência percorrem meu espírito e a vontade de ser forte ora enfraquecem ora fortalecem meu corpo cansado e decrépito. Mais para ser sincera ao certo não sei o que fazer. Facas entrando em meu peito. Minha mente conturbada não pensa em nada objetivo. Delíquio de idéias indescritíveis. Sentimentos e palavras mal colocadas. Não sei o que fazer nem o que dizer nem o que pensar. Na verdade nem o quero.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"As armas que tenho...

...Não são suficientes para que eu possa te ferir. Quem sabe um dia você não morra por uma delas?"

Teu silêncio me trás indiferença
Sua presença em partes me incomoda.
Mas porque é assim?
Não se torna sábio aquele que se cala?
Pois essa é minha arma mais fiel
O meu silêncio que entoa como um cântico lamurioso em seu apático sorriso.
Seu ar de deboche entra em meu peito como faca ácida
Machuca o meu ser que sente vontade de sufocar-te
Matar-te aos poucos de tão dolorosa forma
Que se sente a aspereza da morte no quente céu da boca
Tornar-se-á um ser
Que mais nada será
Na constante negação que é a vida
Aos poucos verei que sucumbirá.

"E eu me divertirei com isso"


Sem mais, me despeço"