quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"As armas que tenho...

...Não são suficientes para que eu possa te ferir. Quem sabe um dia você não morra por uma delas?"

Teu silêncio me trás indiferença
Sua presença em partes me incomoda.
Mas porque é assim?
Não se torna sábio aquele que se cala?
Pois essa é minha arma mais fiel
O meu silêncio que entoa como um cântico lamurioso em seu apático sorriso.
Seu ar de deboche entra em meu peito como faca ácida
Machuca o meu ser que sente vontade de sufocar-te
Matar-te aos poucos de tão dolorosa forma
Que se sente a aspereza da morte no quente céu da boca
Tornar-se-á um ser
Que mais nada será
Na constante negação que é a vida
Aos poucos verei que sucumbirá.

"E eu me divertirei com isso"


Sem mais, me despeço"

Um comentário:

Dry Neres disse...

Fantástica, você!!!!!!!!
Realmente escrevemos melhor na dor, na raiva..
É seu melhor texto!!
Eu gostei em especial do "cântico lamurioso" e do "quente Céu da boca"...
Parabéns, adocicada Milla! ^^