terça-feira, 21 de abril de 2009

Do amor se fez descoberta...

Neste momento degusto cada descoberta, relembro a hora do adeus, o momento do até logo
O nunca vou te deixar que mente, o eu te amo que trai e o beijo desgostoso que vinha de sua boca.

Hoje descobri que posso viver muito bem sem sua língua, sem seu toque em meu corpo cálido que antes me era tão essencial. Sinto teu cheiro na minha roupa como só mais uma lembrança de vários momentos que vem nas nossas vidas e vão embora como se nunca tivessem existido. Ainda vejo o seu olhar ao me olhar no espelho, ainda sinto o calor dos nossos corpos como quando nos amávamos, assisto como fiel espectadora o filme de nossas vidas que hoje em dia se perdeu em alguma sala escura de cinema, na gaveta da casa da mulher mal amada, ou na mente do sonhador que procura o beijo que selará a carta da sua partida para o impossível mundo de felicidade. O nosso ultimo beijo, aquele que selou nosso destino, nosso fim.

Vejo e vi bem antes de você que seu afago não era pra mim; seus carinhos não eram pra mim e muito menos a sua boca. Com você descobri como é bom me amar, e que eu era a pessoa que eu procurei durante toda a minha vida... Eu me completo, me desdobro, me entendo e não minto pra mim;

Ainda guardo os momentos bons e ruins dentro de mim, mas sem rancor! Guardo tudo isso como um novo aprendizado, uma lição, Pois sei bem que o meu amor puro e despretensioso, amigável e sem cobrança está guardado pra alguma pessoa no mundo que infelizmente não era você, mas ela virá mesmo que essa pessoa seja eu mesma.

Aprendi com você o que há de bom e de ruim. Aprendi a perdoar com seus erros, e a me corrigir com os meus...

E agora eu agradeço por tudo. Por devolver minha vida de volta, minha paz e sanidade, minhas letras, meus poemas... Hoje meus textos não são mais destinados a ti, hoje minhas palavras me pertencem e tem um amplo sentido, que me torna muito mais feliz do que antes.

Se estou feliz? -Relativamente sim. Só posso garantir que estou aprendendo a me amar apesar de toda minha hipocrisia e defeitos. Agora o que me resta e te pedir que evolua, que cresça e seja feliz com sua nova amada, pois eu serei feliz comigo mesma. Afinal, ninguém melhor do que eu mesma pra me completar.

Aprendi que não se pode dar a uma pessoa aquilo que você não tem, por isso não te culpo. Pois se você não tinha maturidade, amor e tranquilidade você jamais poderia me proporcionar isso. Não quero que me odeie, apesar de eu sentir uma vontade inexplicável de que sejamos amigos, mas se assim quiseres eu sumirei da sua vida pra sempre "Sorria, isso nunca existiu". Não farei questão de passar nas suas esquinas que agora desconheço, não tomarei seus amigos como meus, pois hoje em dia, nossos mundos juntos não passaram de uma doce ilusão. Hoje piso sem deixar vestígios no meu castelo de areia. Pois me permiti governar o meu próprio reino sozinha.

De todas as turbulências e tempestades que por minha vida passaram, cada gota me ensinou uma coisa, e dentre elas a mais importante é que enquanto as pessoas não me quiserem, mas precisarem de mim, devo permanecer com elas. Mas quando elas não precisarem de mim e ainda assim quiserem minha presença, deverei partir. Tanto faz você querer ou não, hoje isso não faz nenhuma diferença.

E um último agradecimento: Obrigada por ter proporcionado o único aniversário feliz de toda a minha vida. Obrigada por tudo e fique bem.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Oh! Demônio meu...


















O que fazer com a libertinagem que em mim tu provoca? A procura pelo prazer a qualquer hora. Ora ser do mundo, ora pessoa comum. A mazelas que grudam com minhas atitudes, por elas próprias. Quanto mais eu corro, mais o meu cheiro sobe e atrai a todos eles. Famintos por meu ectoplasma imundo, ou famintos por me quererem ao seu lado.
Oh! Demônio meu! Fui andarilho. Passei pelo amor em auto estrada. Só que parece que ele vai-se embora numa velocidade inestimável. Ora ser único, ora de todos do mundo. Quanto mais eu corro, mais saudade sinto. Não choro, não falo, não procuro. Só sinto. Prefiro assim já que se choro, se falo, se procuro... idiota me torno. Vítima. E se tem uma coisa que eu não quero. Aí está! Vítima!
Prazer! Meu novo nome é diabo.
Não me importo com o que sente.
Minhas narinas sentem teu cheiro, mas não sinto mais nada.
Meu corpo toca o teu.
Minha língua.
Tua língua.
Tua boca.
Teus seios.
Mas sem frio na barriga, sem coração acelerado.
O diabo não é triste! É inerte e sem beleza.
Não é interessante. Não fará o que quer.
Não conseguirá te amar. Nem a ninguém.
Sem prazer. Meu nome é diabo.
Não me importo com a falta do que sinto.
No fundo o velho diabo devia estar cansado e por isso resolveu mudar.
O diabo já amou alguém...
O diabo já sentiu o coração bater forte...
O diabo já foi interessante...
Por isso, hoje, ele não é mais.
Ninguém sabe o que aconteceu para que se tornasse assim.
Não julguem nem o diabo, talvez quem sabe ele já tenha gostado de ti...




)Dayane Medeiros(



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Sem mais, me despeço!

domingo, 29 de março de 2009

Um filme no close pro fim.

Excruciantemente digo as palavras que não queria dizer, ouço as coisas que não queria ouvir e aceito tudo como se a ausência desse tudo me falasse que não existe outra saída a não ser continuar ouvindo.

Tenho medo do futuro que me foi reservado. Nada é pra sempre, sei bem.. Mas pode se prolongar momentos, pessoas, beijos, abraços... Mas por quê?

Dito tudo isso não sei simplesmente o que fazer nem se devo fazer algo... Justamente agora, ao meu lado existe alguém que não sei ao certo se é o alguém que a mim foi destinado. Impressiono-me com a facilidade que tenho de encarar um problema ou talvez uma possível perda quando não estou frente a "ele", e quando o encontro cara a cara surgem as explosões, de sentimentos, de feridas, de dores e lágrimas. Mas apesar dos pesares me resta a certeza de que eu posso tentar controlar tudo. Lágrimas, dores e pesares... Consigo encarar um problema, mas ainda me falta a solução. Mas se fossem problemas não seria necessário que as soluções aparecessem;

Eu não quero te perder. Muito menos perder os planos que eu fiz com você. Não quero que o meu doce e elaborado castelo de areia desmorone. Mas se assim for preciso, matarei de vez os resquícios de amor que ainda me restam.

Isso não é uma declaração de amor, embora em todo o caso venha a ser, de fato. Mas o que fala realmente por mim no momento são as dores e as lágrimas em meus olhos que agora me recuso a derramar... Que eu não posso derramar.



Los hermanos - Retrato pra Iaiá

Iaiá, se eu peco é na vontade
de ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.

Depois de ter vivido o óbvio utópico
te beijar
e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural
Eu fui praí te ver, te dizer:

Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar ?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.

De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
mesmo você viu antes de mim
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.

Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnóstico.
Especialistas analisam e sentenciam:
Oh, não!

Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar.
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.

Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sei que o sono é mais que sono... Mas agora não passa de ilusão.


Tenho sono ao ver o vento passar... Mas me perco em meio a lençóis na hora em que eu deveria sonhar que beijava o vento com todas as suas variações de temperatura e perfume...


Mas o que fazer, e o que dizer? Vejamos... Falo a ti então do que não me caiu bem... Uma roupa, uma comida, um sapato, e até mesmo uma extemporânea falta de sono.


No momento? Só me cabe dizer que eu não caibo em mim.


Sem mais, me despeço.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Que tudo se perca...

Só me restam as vagas lembranças de minha doença e de um amor perdido que sempre insiste em voltar e bater na minha cara com sua insensibilidade, descaso, desamor. Sei que sou burra, parva, biltre por continuar com algo que não me acrescenta nada. Mas na verdade... QUEM SE IMPORTA? Eu na verdade não, pois agora consigo enxergar como as pessoas a minha volta são de verdade e tudo se torna muito mais claro frente aos meus olhos. Sinto um prazer quase insano em viver, respirar e me doar de alguma forma que não sei por que ao certo o faço. Vejo nas nuvens do meu céu cinza desenhos e formas que me fazem rir e sentir de forma espontânea o resto de vida que percorre em minhas veias. E veja só: ISSO ME FAZ FELIZ. Na verdade, que se perca o amor e as palavras mal colocadas, os beijos roubados, o "eu te amo" dito sem vontade, os erros cometidos que se tornaram arrependimentos. Que tudo se perca! A única verdade imutável que me preenche agora, e que eu tenho somente uma vida, e vou bebê-la até seu ultimo amargo e denso gole. Isso encerra tudo!


"... Tenha dó, não mereces o afago, nem de Deus nem do Diabo, quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti..." (Los hermanos - Tenha dó)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

É bom as vezes se perder, sem ter porque, sem ter razão"

Mais uma vez relembro toda minha vida, tudo que eu fiz que porventura, hoje posso considerar errado. Releio as cartas, mas não com carinho. Sinto um desejo fulminante de rasgá-las, pô-las fogo. Queimar lembranças, incendiar pessoas, matar a mim mesma exclusa em chamas. Quero apenas sentir o gosto do belo novamente, sentir prazer ao leve toque do vento em meu rosto. Sinto falta novamente de olhar o mundo com os olhos de uma criança que acabara de nascer. Quero o verso altivo, quero o olhar terno, quero deleitar-me de amor e sucumbir-me em ódio, qualquer coisa que me faça sentir viva ou que pelo menos, me faça sentir algo. "Hoje a tristeza não é passageira", mas quando ela resolver sair e descansar do meu corpo decrépito e fatídico retornará a mim com mais intensidade do que quando fora embora, pois quando ela se distancia é que cria mais forças para continuar em mim. Estou farta dos infortúnios diários, farta das pessoas que me dão conselhos inúteis, farta de acordar e sentir o beijo do sol, farta de você, farta de mim e de qualquer outra coisa que me faça caber em mim, que me mostre verdadeiramente quem sou e o que devo fazer. Não sei o que fazer e creio que no momento, nem o quero. Fecharei minha boca para os beijos vazios, fecharei meus olhos para os corpos lascivos que me chamam ao doce pecado da carne, taparei meus ouvidos as palavras intempestivas de conforto que de nada me cabem. Fecharei-me para o mundo e do mundo me servirei.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Fechado Pra balanço...

Blog fechado temporariamente...

Ou por tempo indeterminado. Nunca se sabe...!!! xD

Até mais.. o//

Sem mais. me despeço!